Cinco aprendizados de marketing inspirados no Super Bowl
Fazer marketing no Super Bowl é uma ótima estratégia utilizada por grandes nomes e que pode ensinar muito sobre como fazer publicidade — e a gente te conta o porquê. O maior evento esportivo dos EUA é muito além do que um campeonato esportivo, o jogo final da National Football League (NFL) é hoje um […]
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Fazer marketing no Super Bowl é uma ótima estratégia utilizada por grandes nomes e que pode ensinar muito sobre como fazer publicidade — e a gente te conta o porquê.
O maior evento esportivo dos EUA é muito além do que um campeonato esportivo, o jogo final da National Football League (NFL) é hoje um dos maiores palcos de publicidade do mundo, transcendendo fronteiras e atraindo a atenção de milhões de espectadores ao redor do mundo. O evento virou referência no mundo do marketing por ser uma verdadeira aula prática de estratégia, criatividade e posicionamento.
Separamos cinco aprendizados que empresas de qualquer porte podem aplicar, mesmo sem investir milhões de dólares.
O que é o Super Bowl?
O Super Bowl é a grande final da temporada da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos. Criado em 1967, o evento se transformou no maior espetáculo esportivo do país e um dos mais assistidos do mundo. Ele marca o encerramento da temporada e consagra o campeão anual da liga.
Show do Super Bowl
O Halftime Show é a apresentação musical realizada no intervalo do jogo. Ele se tornou um dos momentos mais aguardados da noite. Grandes artistas já passaram por esse palco, e o espetáculo costuma gerar milhões de visualizações adicionais nas plataformas digitais. Em 2026, o destaque foi Bad Bunny, reforçando a força cultural e global do evento.
Por que o Super Bowl cresceu tanto?
O crescimento do Super Bowl se deu pela transformação que o tirou do lugar de apenas uma final de campeonato para um evento cultural, midiático e comercial gigantesco. O Super Bowl acontece em um único jogo decisivo, criando uma alta expectativa e uma audiência massiva concentrada.
O intervalo também deixou de ser algo simples e passou a ser um show de nível mundial. Artistas globalmente adorados transformam o Halftime Show em um evento dentro do evento. Muita gente assiste mais pelo show do que pelo jogo.
Além disso, na questão do marketing, as propagandas do Super Bowl são um fenômeno à parte:
- Custam milhões de dólares por 30 segundos
- Muitas são feitas especialmente para o evento
- Marcas usam humor, celebridades e até trailers de filmes
Cinco aprendizados de marketing inspirados no Super Bowl
1) Atenção é o ativo mais valioso
Há anos, o Super Bowl ultrapassa 100 milhões de espectadores globalmente. Em 2026, segundo dados divulgados pela iSpot.TV, foram mais de 126 milhões de pessoas assistindo à final. Isso mostra uma verdade importante: onde há atenção concentrada, há oportunidade de negócio.
Nem toda empresa pode anunciar no Super Bowl, mas toda empresa pode buscar ambientes onde seu público está altamente engajado, seja um evento, um nicho digital ou uma comunidade específica.
2) Criatividade não é opcional, é estratégica
Os comerciais do Super Bowl não são apenas anúncios. Eles viram assunto, geram memes, repercussão e mídia espontânea.
Em 2026, marcas como Anthropic, Coinbase, Dunkin, Toyota, Rocket & Redfin mostraram que storytelling, humor, emoção e propósito são elementos centrais. Não basta aparecer, é preciso ser memorável.
A Pringles, por exemplo, trouxe a Sabrina Carpenter. Em um comercial de 30 segundos, a artista vive uma busca amorosa ao construir um namorado fictício feito de batatas chips, apelidado de “Pringleleo”, incentivada por uma lata do produto. A peça explora o humor absurdo ao mostrar o relacionamento ruir quando os fãs passam a disputar partes do personagem.
A Amazon levou ao Super Bowl um comercial da Alexa+ estrelado por Chris Hemsworth e Elsa Pataky. No filme, o ator reage com pânico ao descobrir que a esposa passou a usar a nova versão do assistente, explorando de forma exagerada o receio de que a inteligência artificial possa se voltar contra os humanos.
3) O evento vai além do jogo
O Halftime Show, por exemplo, é um espetáculo à parte. Em 2026, o show patrocinado pela Apple Music teve como atração principal o cantor porto-riquenho Bad Bunny, que levou uma mensagem de inclusão e representatividade diretamente de Santa Clara, Califórnia.
Marcas inteligentes entendem que o público quer experiência, cultura gera conexão, entretenimento vende.
4) Integração de canais potencializa resultados
O impacto do Super Bowl não fica restrito à TV. Em 2026, no Brasil, a transmissão envolveu ESPN, SporTV, Disney+, Globoplay, TV Globo, redes sociais, YouTube e plataformas digitais que amplificaram o alcance.
Campanhas isoladas têm impacto limitado. Campanhas integradas criam ecossistema.
5) Posicionamento é mais importante que visibilidade
O grande erro é pensar que o Super Bowl é apenas sobre alcance. Na verdade, é sobre posicionamento. O jogo de 2026, vencido pelo Seattle Seahawks contra o New England Patriots por 19 a 13, mostrou mais uma vez que marcas precisam escolher seu território de atuação.
Algumas empresas apostam no humor, outras no propósito, outras em tecnologia ou inovação, mas todas têm algo em comum: clareza sobre quem são e para quem falam. Quer acompanhar mais análises, tendências e insights sobre marketing, carreira e mercado de trabalho?
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